Um papo e um café com canela

Vamos bater um papinho?

Assumo minha esquizofrenia e digo sem hesitar que uma das razões pelas quais eu decidi criar esse blog vai muito além de compartilhar receitas e astúcias culinárias. O que mais me interessa nesse mundo virtual é a interação humana.

Outro dia desses li um artigo que dizia que as mulheres que recebem apoio emocional controlam melhor a alimentação. E eu acho que não para por aí. Acredito piamente na tal “rede de apoio”. Ela me foi fundamental durante o meu processo de ressignificação da vida. Porque eu percebi que, no final, a verdade é essa. A gente não precisa perder peso, não precisa mudar o cabelo, fazer tratamento para estrias e celulite. O que a gente precisa é ressignificar a vida. O resto, vem de brinde.

Nas minhas aventuras pela rede mundial de computadores (e celulares) eu trombei tanta gente bacana que não pude deixar de pensar nessa aba quando visualizei o site. Graças ao mundo virtual eu tomei café com canela numa varanda deliciosa em Santana (SP). Por aqui a receita de pão de queijo da minha tia avó foi parar num blog maravilhoso da queridíssima Claudia Curici, uma romena que mora no Texas, e fez a tia Jovita ficar famosa. Foi nessas ondas internéticas que eu conheci uma super guerreira do litoral de SP que me mostrou (e me mostra) que mudar é difícil, sim, mas que a vontade de se superar é sempre maior do que qualquer obstáculo (e isso é uma lição de vida que vai muito além da luta contra a balança). Me divirto com o dia a dia da Sylvia, uma nutricionista carioca recém-formada cujas batalhas vão muito além da mudança de carreira. Pelo mundo paralelo dos tecladinhos do telefone eu pude descobrir a história de uma moça com sorriso largo cuja profissão é fazer doces e que está buscando se aceitar e se permitir viver tudo o que ela merece viver. Compartilhei um pouco da peleja de uma mãe batalhadora de um menino esperto que está desenhando a melhor versão dela mesma com muita luta. Etc… Etc… Etc…

Pinit

 

Tive (e tenho) papos maravilhosos com amigos e familiares. Descobri apoio e amor em cada uma das pessoas que me são próximas e percebi que tenho muita gente torcendo por mim ativamente.

E quanto mais eu encontro pessoas novas, mais feliz eu fico e mais esse processo todo faz sentido. Eu não sou coach de nada. Não sou nutricionista, nem terapeuta. Sou só eu. E essa eu quero conhecer a sua história. Quero te contar a minha. Tenho certeza que podemos nos apoiar e nos fortalecer porque as trajetórias, no final, são muito mais parecidas do que pensamos.

Por isso eu digo: puxe um banquinho confortável, vamos passar um cafezinho com canela e conversar. Sobre a vida, sobre o mundo, sobre gatos e cachorros, sobre praia versus campo (ou cidade grande), sobre cinema, livros, novelas… e se, de passagem, a gente quiser falar sobre as guinadas que podemos dar na vida, melhor ainda, né?