Tapioca (ou beiju) de polvilho doce

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Se você está com pressa, corre pegar o polvilho doce no armário e um pouquinho de água e clique aqui pra ir direto pra receita. Depois, por enquanto você se acaba na tapioca, volta aqui pra ler o resto do post.

 

Queridinha da turma do gluten free, a tapioca, aquela farinha pronta que a gente compra no supermercado, nada mais é do que polvilho doce hidratado. E polvilho é… farinha de mandioca.

Ela é pobre em fibras, mas é altamente energética. Rica em carboidratos complexos, que se transformam em glicose (energia) quando absorvidos pelo organismo, a tapioca também é livre de açúcar e gordura além de conter vitaminas do complexo B, vitamina K, cálcio e ferro.

Pinit

A primeira memória que eu tenho de tapioca data lá do início dos anos 2000, muito antes da iguaria se popularizar no sul e sudeste do Brasil. A namorada do meu irmão veio com a ideia de fazer tapioca e achou que a cozinha da minha mãe seria o local ideal para o experimento.

Nem lembro de onde ela tirou a receita, mas lembro que foi um fracasso épico. Era um tal de deixar polvilho de molho sei lá eu quantas mil horas em sei lá eu quanto de água, peneirar e sei lá mais o que. Virou uma gosma tremenda e o máximo que tiramos da tapioca foram boas risadas e uma bela bagunça na cozinha da mamãe.

 

Pinit
O tempo passou e a tapioca conquistou o Brasil, fazendo com que a praticidade conquistasse também as prateleiras do supermercado com as farinhas prontas de tapioca. Só jogar na frigideira, rechear e pronto. Aí você me pergunta: mas se eu posso comprar a farinha de tapioca pronta no mercado, porque eu haveria de querer hidratar o polvilho em casa? Eu faço assim porque aqui na França não tem a farinha pronta, mas tem polvilho (no mercado chinês) que chama amido de tapioca ou fécula de mandioca. Você faz porque sim. Porque experimentar é divertido. Porque reza a lenda que assim é até mais gostoso. E porque, depois, você pode experimentar e hidratar o polvilho com diferentes líquidos. A água na qual você cozinhou um espinafre, por exemplo. Ou num chá para uma tapioca doce. As possibilidades viram infinitas.

Pinit

Olha que linda essa tapioca cor de rosa hidratada no suco de beterraba.

Já dizia Nelson Rodrigues: “toda unanimidade é burra!” E que você seja time tapioca ou time pãozinho, o bacana é sempre variar a alimentação para não faltar nutrientes e não enjoar, né?

Agora chega de lero lero e vamos pra receita, que é simples e rapidinha.

 

Tapioca (ou beiju) de polvilho doce

Ingredientes
Pinit

125g de polvilho doce

1/4 xícara de água

Peneira

Frigideira anti aderente

Recheio de sua preferência

Modo de fazer

Em uma tigela misture a água ao polvilho. Parece pouca água para muita farinha, mas pode acreditar que vai vingar. E nada de deixar polvilho hidratando mil horas. Aqui trabalhamos com a praticidade e queremos tapioca pra já.

Pinit

Quando você jogar a água, vai parecer que vai empedrar. Normal. Polvilho tem bastante amido. Vai fundo. Bota a mão na massa. Com a ponta dos dedos você vai misturar a água no polvilho e vai esfarelando e desfazendo os grumos que vão se formar.

Quando virar uma farofinha, está no ponto.

 

Coloque uma frigideira antiaderente em fogo alto (não precisa untar nem nada) e quando ela estiver bem quente é hora da farofinha. Use uma peneira em cima da frigideira e vá peneirando a farinha para dentro da frigideira (você pode peneirar antes, mas eu sou preguiçosa e já quero fazer tudo de uma vez – e suja uma tigela a menos). Eu prefiro ela mais grossinha, mas cada um faz ao seu gosto. Com uma colher, espalhe uniformemente a farinha pela frigideira, abaixe o fogo e espere.

Na metade da tapioca você já pode ir espalhando o recheio. Aqui eu fiz o básico queijo com tomate, sal, pimenta do reino e orégano. Mas vale ricota, frango com requeijão, espinafre, guacamole… e até versões doces com frutas como banana com canela, manteiga de amendoim e até leite condensado (e se é pra se jogar, aproveita e pega a receita do leite condensado vegano que está aqui).

 

Quando começar a soltar da frigideira (feito num passe de mágica), com a ajuda de uma espátula, dobre a tapioca na metade e está pronta pra servir.

Se ficou alguma dúvida é só dar uma olhadinha no vídeo aí em baixo pra ver o passo a passo.

Agora é a hora tão feliz. Se deliciar. De garfo e faca ou na mão mesmo. Como os índios, donos da guloseima.

Pinit

 

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