Com açúcar, com afeto e com equilíbrio

Eu criei a terapia da comida porque, convenhamos, não há ambiente melhor para um bate papo do que a cozinha.

Este espaço é a minha/nossa cozinha virtual onde podemos falar sobre as guinadas e as descobertas que evoluir e, simplesmente, viver (passando pela alimentação ou não) trazem.

A ideia sempre foi, e segue sendo, trocar experiências e compartilhar astúcias para uma rotina mais gostosa e, de certa maneira, mais “equilibrada”. Equilibrada entre aspas porque equilíbrio cada um tem o seu, né? Eu sei que com a minha diferença nem tão sutil de comprimento entre uma perna e outra, meu ponto de balanço certamente não é o mesmo que o seu.

Pinit
E é no mote do equilíbrio e da gostosura que eu resolvi criar esta “aba” aqui no blog para compartilhar com vocês umas das coisas que eu mais amo cozinhar: doces!!!

Minha mãe faz a melhor comida do mundo. Ok, a sua mãe também. Ou a sua tia, ou sua avó ou a mãe daquela amiga de infância. Mas eu estou falando sério. Real/oficial, minha mãe arraza demais. Qualquer quinta-feira banal é dia para ela abrir uma massa fresca ou fazer um lombo de porco assado com batatas. Ela faz caldo de carne e legumes caseiro pra sopa que rola todos os dias no inverno, ela faz pernil, ela faz feijoada, ela faz beringela e pimentão recheados… a única coisa básica na cozinha dela é a facilidade com a qual ela faz brotar esses pratos mega demorados e elaborados em qualquer dia e momento.

Resumindo: Dona mamãe cozinha demais e está longe de se resumir à pratos simples como um arrozinho com ovo (que também é um sucesso, hein?). No entanto, não peça nunca para a minha mãe fazer um doce. Ela é o tipo de pessoa que parece que nunca viu uma panela na vida quando se depara com uma receita de bolo. Ela é o tipo de pessoa capaz de perguntar o que é chá de óleo quando lê “1 xícara de chá de óleo” na receita. Ela é o tipo de pessoa que tira o bolo do forno no meio do cozimento porque lembra que talvez tenha esquecido de colocar uma xícara de farinha e tudo bem adicionar a qualquer momento como se ela tivesse esquecido se colocar pimenta no tempero do feijão.

Posto isso já deu pra imaginar que eu não cresci em uma casa onde tinha bolo fresquinho ou bolachinhas saindo do forno em tardes chuvosas. Eu cresci na casa dos salgados e, no entanto, com o passar dos anos eu fui virando cada vez mais formiguinha. A vida muda quando a gente se torna autônoma para fazer o próprio brigadeiro de panela.

Pinit

Quando eu digo que eu comia doce pra caramba não estou falando de bolachas/biscoitos industrializados ou barras inteiras de chocolate. Eu sempre dei valor ao que eu comia (que fosse “saudável” ou não). Nunca tive preguiça de mexer meu bom brigadeiro ou de fazer um bolo ou torta. O duro é que isso foi virando rotina e minha tara por açúcar ficou mais para “vício” do que para curtição.

Eu já contei aqui na minha “história mais longa” que quando eu fui fazer dieta a única coisa que eu achava que precisava mudar era a minha relação com os doces. E mudou. Radicalmente. Eu descobri que nem gosto tanto assim de doce. Mas, mais do que isso, eu entendi que, de certa forma, eu sempre estive certa. Se é para comer doce, que seja direito e que seja bem feito. E respeitando os desejos legítimos porque se a vontade é adoçar a boca, come uma fruta que passa.

Para finalizar, deixo vocês com um belo ensinamento que peguei com a minha nutri diva: quer comer brigadeiro? Vai na brigaderia e compra um brigadeiro. Custa caro, sim, mas você tem a certeza de comer um doce de qualidade e não bate uma panela inteira de brigadeiro de colher “só porque está aí na sua frente”.

Pinit
Aqui vai ter bolo, vai ter chocolate, vai ter leite condensado… vai ter açúcar, vai ter afeto, vai ter equilíbrio, mas mais do que isso. O melhor é que tenha partilha. Pense em fazer estes doces em ocasiões especiais para dividir momentos e acalantos com pessoas queridas e não para  matar lombriga e você se ver com um bolo inteiro em casa e acabar se empanturrando do doce “só para não jogar fora”.

Agora chega de lição de moral e vamos a eles

Pinit