A sopa de abóbora (cabotiá) da doida das abóboras

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Eu pensei em “obrigar” vocês a lerem minha historinha porque eu amo muito as abóborinhas, mas a estrela desse blog segue sendo as receitas, então, quer pular direto pra lá, clique aqui.

Se você colocar no oráculo “sopa de abóbora” não há de faltar sugestões de receitas com todas as espécies dessa delicinha. Tem abóbora pra todos os gostos e combinações infinitas. Sopa com leite de coco, com curry, com batata doce, com frango, com carne, com queijo…

Eu, inclusive, cada hora meio que faço de um jeito. Mudo um tempero aqui, um detalhe ali. Acho que esse é o “segredo” pra pergunta que não quer calar: “mas você não enjoa?”

Não, não enjoo. Tem quem coma chocolate todos os dias. Pão, queijo, tomate, arroz… eu como abóbora. Qualquer pessoa que me conheça minimamente já deve ter ouvido falar pela minha tara frenética por esse fruto. Sim, a abóbora, de acordo com a botânica, é um fruto.

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Com fibras e baixa em gordura, o que faz dela uma forte aliada na dieta, a abóbora é rica em betacaroteno e vitamina C que, combinados, ajudam a reforçar o sistema imunológico. O tal do betacaroteno é potente. Deixa a mão de gente cor de laranja. Não dá pra fingir que não comemos abóbora. Mas ele não é só potente porque deixa a mão da gente colorida. A abóbora é um dos alimentos com maior concentração de betacaroteno e o nosso corpo transforma isso em vitamina A; excelente para a visão, além de ser um antioxidante natural que ajuda a manter a saúde da pele, dos ossos e dos dentes. E como se não bastasse, a abóbora ainda manda ver em vitaminas do complexo B e minerais como cobre, cálcio, fósforo e potássio.

Dizem também que melhora a qualidade do sono, por conter triptofano, o aminoácido responsável por ajudar a produzir serotonina no nosso corpo, Vai ver é por isso que eu viciei em tomar sopa de abóbora todas as noites.

Precisa de mais razão pra abóbora entrar na rotina? Claro que precisa! Eu não estava nem um pouco preocupada com isso tudo quando minha mãe propôs uma sopinha cremosa de abóbora numa noite de frio durante o meu “regime”. – já tem post aqui de como a sopa cremosa entrou na minha vida. Clica aqui pra ler as dicas de como fazer uma bela (e simples) sopinha, que fica pronta rapidinho e entra na coluna do “a vontade” no plano alimentar. Pra quem ainda encarava vegetais com certa parcimônia, o que me interessava é que fosse gostoso.

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Meu encanto foi pela cabotiá (a abóbora japonesa), que é bem doce e faz um creme lisinho e maravilhoso. Mamãe fazia um belo caldo de legumes (sem proteína, com pouquíssima gordura e sem carboidratos), cozinhava a abóbora neste caldo e batia tudo no liquidificador. Um sonho! Em pouco tempo eu comecei a torcer o nariz quando não tinha sopa de abóbora na minha janta. Em pouco tempo minha mão ficou cor de laranja e minha mãe preocupada. “Ela deixa de comer outras coisas pra tomar sopa de abóbora?” – perguntou a nutri, quando minha mãe se queixou. “Não! Ela come de tudo e cada vez mais variado.” – foi a resposta. “Então deixa ela ser feliz com a sopa de abóbora, se ela não liga de ter a mão cor de laranja”. – retrucou minha nutricionista.

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E feliz eu fui. E sigo sendo. E vim aqui compartilhar minha alegria última com vocês. Longe de mim dar a receita definitiva de sopa de abóbora, mas divido o meu jeitinho e convido você a dar o seu toque especial também.

Agora vamos à receita, que, na falta do caldo da mamãe, é uma versão bem menos trabalhosa, mas não menos saborosa.

Se joga!

A sopa de abóbora (cabotiá) da doida das abóboras

Ingredientes
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1/2 cebola

1/2 alho-poró

1 talo de salsão

1/2 mação verde (opcional)

500g de abóbora cabotiá em cubos

1/2 casca de limão

Pimenta calabresa à gosto

Sal à gosto

1 colher de sopa de orégano (ou qualquer outra erva como tomilho, alecrim, estragão…)

1 colher de sobremesa de massala

Modo de fazer

Vamos começar pela abóbora. Na maioria dos mercados brasileiros é possível encontrar a abóbora cabotiá já descascada e cortada em cubos, mas para quem não tem essa facilidade ou quer se aventurar da abóbora bruta, eu garanto que uma boa faca resolve a parada. E a prática leva à perfeição. Além da boa faca, eu tenho duas dicas para encarar a abóbora de casca dura de peito aberto.

  • Dica para quem tem/usa microondas:

Envolva a abóbora em papel toalha e leve ao microondas em potência alta por cerca de 7 minutos. Microondas é aquele lance que a gente já conhece, né? Cada um é do seu jeitinho. Espeta abóbora com um garfo e se você achar que ainda está muito dura, repita a operação em intervalos de 1 minutos até ela ficar mais macia.

  • Dica para quem não tem/não usa microondas:

Essa demora um tiquinho mais, mas é tão eficaz quanto. Basta colocar a abóbora inteira dentro do forno pré-aquecido à 180°C por cerca de 20 minutos. Aqui é o mesmo esquema do microondas. Vai cutucando a abóbora com um garfo até perceber que ela já está mais mole, ou seja, mais fácil de cortar.

Em ambos os casos, é sempre bom esperar esfriar um pouco para cortar a abóbora. Ah! E digo cortar e não descascar, porque não tem a menor necessidade de descartar a casca verdinha, gostosinha. E as sementes você guarda e torra (tem dica aqui de como fazer isso rapidinho no conforto do seu microondas).

Corte a cebola, o alho-poró, o salsão e a maçã grosseiramente e coloque em uma panela junto com a abóbora. A gente vai bater tudo no final, então não precisa se preocupar em picar bonitinho. Junto os temperos, o sal e a pimenta. Se você não tem certeza da quantidade de tempero, sal e, principalmente, pimenta, pegue leve. Coloque só um pouco para começar. Uma vez a sopa pronta, a gente pode ajustar o sabor e sempre podemos acrescentar, mas nunca retirar. Cubra os vegetais com água (eu coloco água quente – que sai da torneira – pra cozinhar mais rápido), mas cuidado para não colocar muita água para não ficar com uma sopa rala. Da mesma maneira que faremos com os temperos e o sal, sempre podemos colocar mais água, mas não podemos voltar atrás.

Tampe a panela e cozinhe em fogo alto até ferver. Abaixe o fogo e siga cozinhando até que a abóbora fique mole (se você já amoleceu ela no forno ou no microondas vai ser mais rápido). Quando terminar de cozer, retire a casca do limão e descarte.

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Se você tiver um mixer, pode bater tudo dentro da panela mesmo. Se não, use um liquidificador, mas cuidado! Espere a sopa esfriar um pouco, ou cubra bem a tampa do copo do liquidificador com um pano de prato para o líquido quente não explodir por conta do vapor e não voar sopa para todos os lados.

Se você achar que está grosso de mais, acrescente água aos poucos. Se estiver na medida é só provar, ajustar sal, pimenta e afins e voilà.

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Para dar uma mudada, eu gosto muito de espremer meio limão siciliano e acrescentar um punhado de couve manteiga (que vai cozinhar rapidinho dentro do caldo quente mesmo). Vale espinafre também (aqui na França não tem couve manteiga). Ou escarola (a italiana em mim falando alto). Rola trocar a massala por curry. Ou, simplesmente, uma pitada de canela.

 

Explore a sua criatividade e o seu paladar. E venha para o incrível mundo das mãozinhas laranjinhas.

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